Blog desenvolvido ao longo do segundo semestre do ano de 2005 pelos alunos do primeiro período de Comunicação Social da UFMG, para a disciplina de Campo Profissional da Comunicação, ministrada pelos professores Márcio Simeone, Carmen Dulce e Delfim.

Élcio Brito

Felipe Zulato

Fernando Garcia

Filipe Alonso

Gabriel

Ismael dos Anjos

Larissa Veloso

Isabela Latif

Juliana Lolli 

1º Período de Comunicação da UFMG

Esse é um trabalho para Campo Profissional da Comunicação, sobre o exercício profissional de Relações Públicas.
As atualizações serão freqüentes do dia 19 de setembro até o final do semestre. Depois, ninguém sabe...
Através desse blog, divulgaremos a nossa pesquisa sobre essa profissão que pouca gente sabe exatamente o que é...
Além de tentar ganhar uns pontinhos com esse singelo trabalho, queremos aprender mais sobre Relações Públicas e revelar nossas pesquisas aos interessados. Temos a informação e não temos medo de usá-la!
Aqui mesmo e em outros sites que utilizarmos como fonte de pesquisa.

Relações Públicas X Jornalistas - Caminhos contrários?

Por Filipe da Matta Alonso

Como se não bastasse a definição complicada que envolve a profissão de Relações públicas e o ostracismo ao qual esta é relegada em relação ao conhecimento da grande parte da população, o conflito com os profissionais de jornalismo vem ganhando destaque e as velhas discussões ganhando novos tons.
O motivo do conflito nem é tão novo assim, remonta ao período ditatorial, quando os profissionais de relações públicas perderam espaço de atuação junto ao governo. Com o regime fechado, foram favorecidos os jornalistas, assessores de imprensa e publicitários institucionais, por oferecerem estes um tipo comunicação dirigida, unidirecional de persuasão para aceitação por parte do público das políticas impostas com mais eficiência, o que estava mais de acordo com os interesses envolvidos na dada situação do país. Dentre aqueles, enfatiza-se a entrada dos jornalistas que migraram, devido às dificuldades de trabalhar nas redações, para o ramo da assessoria de imprensa, sendo facilmente absorvidos.
Em mais esse aspecto transparecem faces cada vez mais condenáveis da ditadura. A profissão de Relações Públicas perdeu espaço, portanto, por ter um caráter mais democrático, de promover uma maior interação entre o poder e o público em uma mão dupla.
Para o diretor tesoureiro do Conferp, João Alberto Ianhez, essa mistura entre as duas profissões não seria o maior problema, já que o Órgão estuda a flexibilização das leis que restringem o acesso à profissão, no intuito de aproveitar melhor a competência dos profissionais de jornalismo que se arriscam a invadir esse campo. A preocupação seria quanto aos ataques desferidos por alguns jornalistas nos veículos onde têm influência, sem direito de resposta, visando prejudicar os profissionais de RP.Podemos afirmar que são escassas as ações de fiscalização que cuidariam dessa invasão desordenada, fazendo com que essa disputa cause um desgaste desnecessário entre as duas partes, enquanto poderia promover uma atuação conjunta desses dois tipos de profissionais para o melhor desenvolvimento do país em um âmbito global das atividades.