Blog desenvolvido ao longo do segundo semestre do ano de 2005 pelos alunos do primeiro período de Comunicação Social da UFMG, para a disciplina de Campo Profissional da Comunicação, ministrada pelos professores Márcio Simeone, Carmen Dulce e Delfim.

Élcio Brito

Felipe Zulato

Fernando Garcia

Filipe Alonso

Gabriel

Ismael dos Anjos

Larissa Veloso

Isabela Latif

Juliana Lolli 

1º Período de Comunicação da UFMG

Esse é um trabalho para Campo Profissional da Comunicação, sobre o exercício profissional de Relações Públicas.
As atualizações serão freqüentes do dia 19 de setembro até o final do semestre. Depois, ninguém sabe...
Através desse blog, divulgaremos a nossa pesquisa sobre essa profissão que pouca gente sabe exatamente o que é...
Além de tentar ganhar uns pontinhos com esse singelo trabalho, queremos aprender mais sobre Relações Públicas e revelar nossas pesquisas aos interessados. Temos a informação e não temos medo de usá-la!
Aqui mesmo e em outros sites que utilizarmos como fonte de pesquisa.

Entrevista com Débora Ramos: Larp, imprensa e imagem.

Por Larissa Veloso

Para saber mais sobre questões específicas dessa profissão, fomos direto à fonte e entrevistamos a professora Débora Ramos, que dá aulas na área de Relações Públicas, já atuou em diversas empresas como profissional de Comunicação Social, e atualmente trabalha no Larp, como co-cordenadora.
O Larp é o laboratório de Relações Públicas, que funciona dentro da UFMG e da Comunicação Social e tem como objetivo dar suporte às diciplinas nas áreas de comunicação estratégica e organizacional, envolvendo práticas concernentes ao profissional de RP. Uma das atividades executadas por essa estrutura é a manutenção de um banco de referências de peças (gráficas, cd-rom, eletrônicas), no qual os alunos podem consultar sobre diversas campanhas feitas por diferentes empresas ao longo do tempo. Assim, através do Larp, estudantes de Comunicação Social podem pesquisar sobre o que é feito dentro das organizações.
Durante a entrevista, Débora falou sobre a Comunicação Integrada, na qual é especializada e afirmou que esta não é só uma nova tendência da área, mas uma necessidade. Vê essa nova forma de se trabalhar a comunicação na verdade como um resgate de um processo comunicacional amplo, que se perdeu com a fragmentação das habilitações. A comunicação integrada conecta tanto as áreas (publicidade, jornalismo, rp) como as modalidades da comunicação organizacional (comunicação institucional, mercadológiaca e interna). Essa tendência ocorre pela exigência e pela necessidade. Segundo a professora, não há como se trabalhar a comunicação numa organização se não houver interação em todas as áreas de comunicação.
O RP como formador de imagem - Partindo de conceitos básicos, a identidade de uma empresa é o que ela é, faz e diz, enquanto a sua imagem é como a instituição é percebida. Débora Ramos afirmou que para se construir uma imagem positiva e duradoura, o Relações Públicas deve ser transparente e trabalhar com a verdade. A manipulação da opinião pública é algo que pode acontecer, mas não está restrito aos profissionais de RP. Estes devem ter responsabilidade para lidar com a identidade, os valores e filosofias da empresa e perceber se estes princípios condizem com os princípios éticos da profissão, além de estarem atentos para identificar que tipo de trabalho lhe foi solicitado.
Dentro de uma organização, é fundamental a participação do Relações Públicas junto à direção da empresa, principalmente em momentos de crise. Pois para conseguir dialogar com todos os públicos (clientes, forncedores, comunidade, funcionários) ligados a uma empresa, o RP tem que fazer uma parceria com a direção, tendo a possibilidade de estar participando das decisões, ou ter voz junto à administração.
A relaçãoentre RPs e imprensa - O cargo de acessoria de imprensa é um dos que está na fronteira entre a área de Relações Públicas e jornalismo, podendo talvez causar conflitos ou confundir sobre o papel do RP e do acessor. Para Débora Ramos, essa confusão não se confirma, pois a acessoria de imprensa não é uma habilitação, e sim uma atividade, que pode ser exercida por profissionais tanto de jornalismo como de RP. Afirmou que este último se preocupa mais com o processo do que com as técnicas, e a especialização nessa área não gera conflitos com os jornalistas.
Quando indagada a respeito da relação dos RPs com a própria imprensa, a professora voltou a tocar na questão da verdade e da transparência. Considera que o relacionamento com a imprensa tem que ser levado em consideração assim como o relacionamento com qualquer um dos públicos da empresa. É preciso que a organização esteja aberta ao diálogo e este tem que ser pautado na verdade. Um instrumento importante dessa relação é press release, que é um texto sobre um assunto de interesse público que a empresa manda para a imprensa. Ele não é um texto para ser publicado, e sim um material sobre o qual o jornalista vai apurar as informações, podendo até mesmo recorrer à organização que o enviou, sendo que esta deve estar preparada para atuar como fonte.